Sépia-Evasão - de scooterpelas terras do Rei Artur - 1999
scooter travels in the land of King Arthur

Augusto Lemos - Conceição Magalhães - texto e fotografias (On-line em 10.2.2001)


Quem não se lembra das histórias do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda? De Sir Lancelot e da bela rainha Guinevere?

O rei Artur, foi um rei lendário da Inglaterra medieval. As suas aventuras, ao lado dos cavaleiros da Távola Redonda, começaram a a ser contadas há mais de mil anos, e tornaram-no um dos personagens mais populares da literatura medieval.
Provavelmente existiu um Artur real, mas os historiadores e os arqueólogos pouco ou nada sabem sobre ele. Talvez as lendas se baseiem nos feitos de um chefe celta do séc. V. de nome Artorius.
Segundo a lenda, Artur era filho de rei Uther de Pendragon e nasceu no castelo de Tintagel. Guiado por Merlin, depois de ter conseguido extrair a espada Excalibur dum rochedo provou que era o herdeiro legítimo do trono de Inglaterra e tornou-se rei. 
Após ter derrotado os príncipes rebeldes casou-se com a linda princesa Guinevere e a sua residência passou a ser em Camelot . . .

O propósito desta viagem foi conhecer locais ligados às lendas do Rei Artur (no sul de Inglaterra). Nesse sentido, limitados pelo tempo e também por a França ter sido já explorada noutras viagens, fomos directos até Santander apanhar o ferry-boat para Plymouth.

O local escolhido para estas viagem, teve em consideração que não deve haver outro local onde a Lenda, a História e o Mito se confluem com tanta intensidade. Estamos concretamente a falar da Ilha de Avalon (seria mesmo Glastonbury a antiga ilha de Avalon?).

Quarta - 18 de Agosto (Porto - Santander)
... e lá fomos metendo 1.000 pesetas ao fim de cada 150 kms.
Benavente, depois Palência e lá fomos a subir montes ou por meio de grandes desfiladeiros até Santander.
Em Santander, arranjar alojamento não foi fácil, mas lá conseguimos ao fim de muitas tentativas. 

O local escolhido para esta viagem, teve em consideração que não deve haver 
outro local onde a Lenda, a História e o Mito se confluem com tanta intensidade. 
Estamos concretamente a falar da Ilha de Avalon 
(seria mesmo Glastonbury a antiga ilha de Avalon?)
Quinta - dia 19 de Agosto (Ferry Santander-Plymouth)
No barco não dormi bem, e sonhei com a CN a não pegar ... (um dos grandes inconvenientes de scooters tipo CN é que se não pegar por ela, não há ninguém que lhe acuda!). Vinte e quatro horas depois, chegamos a Plymouth.

Sexta - dia 20 de Agosto (Plymouth - Glastonbury)
Dormir em Inglaterra, principalmente em zonas rurais é em B&Bs (bead and breakfast). 
Glastonbury era o primeiro objectivo desta viagem. Quando lá chegamos, optamos pelo primeiro B&B que encontramos, bem no centro de Glastonbury. Os preços rondam os 8.000$00 e os pequenos almoços são abundantes. 

O primeiro objectivo foi chegar a Glastonbury
Na Inglaterra rural, a melhor maneira para dormir é mesmo em B&Bs
Percorremos o centro de Glastonbury a pé, e a primeira coisa que constatámos é que a grande maioria das lojas eram místicas (até pelos nomes) e vendiam objectos de adorno celtas, roupas místicas, etc, etc, etc. Num cantinho duma rua "lia-seTAROT", havia a loja dos milagres e não sei mais quantas lojinhas com adornos, roupas, fuminhos e outras coisas semelhantes.

Sábado - 21 de Agosto (Glastonbury)
Estava destinado para este dia percorrermos todos os locais interessantes em Glastonbury. Começamos pelo Tor (a montanha mágica). Subimos pela subida mais íngreme, e qual o nosso espanto a quantidade de vacas no cimo, junto à torre de St. Michael. O dia estava surpreendente e do cimo tinha-se uma vista fantástica, quer sobre a vila quer sobre os montículos que circundam o Tor e todos os outros montes mais distantes. Apesar de ter levado uma bússola não consegui distinguir South Cadbury, onde ficava Camelot.

O Tor, com a torre da capela de St. Michel no cimo, é o símbolo de Glastonbury
Descemos o Tor pelo outro lado e fomos ter à  nascente branca. Lá, encontramos o local mais místico de todos. Quer pelo ambiente quer pelos objectos que vendiam e também pelas pessoas que frequentavam o local.

A seguir fomos ao Challice Well. Um jardim, com a fonte de água branca, água esta com propriedades medicinais. Provamos da água e sentimos nela um sabor mineral.
O ambiente junto à fonte era de meditação e a forma de beber era ritualizada. No mesmo jardim fomos ver o poço, onde segundo a lenda, José de Arimateia lançou o Graal (o cálice usado por Cristo na Última Ceia).

Da parte da tarde fomos a pé ao Weary Hill, onde, segundo outra lenda, José de Arimateia cravou o bastão na terra e nasceu um  thorn (espinheiro sagrado). Esta árvore, que segundo se diz, só existe no próximo oriente, floresce duas vezes por ano, em Maio e no Natal.

A seguir fomos ao Challice Well. Um jardim, com a fonte de água branca, água esta com propriedades medicinais. Provamos da água e sentimos nela um sabor mineral
Neste, como noutros sítios, o ambiente era de meditação e muitas pessoas apanhavam plantas e pedrinhas do chão.
Antes deste monte fomos visitar as ruínas da Abadia e ver o túmulo do Rei Artur...
As ruínas da Abadia, no centro de Glastonbury são um dos locais mais aprazíveis e mais visitados. É  lá que se encontra o túmulo do Rei Artur
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Sépia-Evasão - Scooters
Sépia-Evasão - Scooters- Rei Artur 2